Agradeço a colega de trabalho e amiga Jercyane
pelas conversas e indicações de leitura.
Integrante da equipe PIP/CBC Plano de Intervenção Pedagógica nos anos finais do Ensino Fundamental da Superintendência Regional de Ensino de Leopoldina – MG no conteúdo de Ciências. Graduada no curso Ciências Biológicas pela Faculdades Integradas de Cataguases e Mestre em Medicina Veterinária pelo Programa de Pós Graduação em Medicina Veterinária na Universidade Federal de Viçosa, com ênfase nas áreas de fisiologia e nutrição animal.
Pedagogia a distância - UAB IV
Fundamento Teórico Metodológico e Prática de Ensino de Ciências II
Nome: Valéria Aparecida Dias
Tutor: Ana Cristina Atala Alves
Tarefa 1 – Resultados de pesquisa
A pesquisa sobre o questionamento “Por que as mulheres são diferentes dos homens?” teve início com a consulta aos Parâmetros Curriculares Nacionais de Ciências Naturais (1° a 4° série) em seu recorte por bloco temático, sendo ele o eixo “Ser Humano e Saúde” com o foco para o desenvolvimento da disciplina por ciclos (1° ciclo – a partir da p. 71 e 2° ciclo p.93).
Logo, o que ficou de mais significativo nesta parte da pesquisa foi o conteúdo, propriamente dito, ou seja, o que deve ser ministrado nesta etapa de ensino, quais as possíveis implicações de se desenvolver o tema, como exemplo, a postura assumida pelo professor de ser o incentivador no reconhecimento e respeito às diferenças e como direcionar a metodologia adequada à necessidade infantil.
E, assim, indo além do conteúdo ao encontro do bloco temático “Ambiente” e outros que estão em consonância com a realidade atual de se ensinar sem fragmentar o conhecimento; entretanto propondo o diálogo entre as partes. Como explicitado nos fragmentos a seguir:
“A questão das transformações no desenvolvimento envolve vários aspectos, alguns relativos à biologia do ser humano, outros a hábitos — de asseio, de alimentação, de lazer — e outros, ainda, a valores associados à cultura e às escolhas realizadas por cada um.” p.51
No primeiro ciclo os alunos podem conhecer as características externas do corpo humano, comparando crianças, adolescentes e adultos dos dois sexos. Podem identificar as características gerais do corpo humano, que nos identificam como espécie, e as características particulares de sexo, idade e etnia. É interessante, além de estabelecer comparações entre diferentes seres humanos, compará-los a vários animais. A estrutura geral, revestimento do corpo, postura bípede, limites e alcances das formas de percepção do meio (aspectos relativos aos órgãos dos sentidos) podem ser explorados. Constituem-se assuntos que conectam este bloco temático ao bloco “Ambiente” p.51
Devido à reflexão, o trabalho se orientou a compreensão, a busca por informações e por fontes de pesquisas que explicassem os processos fisiológicos do corpo humano. E, assim, como ocorrem as diferenças naturais entre os sexos e de como o meio influencia no processo de desenvolvimento do homem.
Então, a sequência selecionada para dar continuidade a pesquisa ficou a cargo da leitura do livro "Porque os Homens Fazem Sexo e as Mulheres Fazem Amor? Uma visão científica (bem-humorada) de nossas diferenças", que, igualmente, foi intercalada com outras leituras.
Essas outras leituras, por sua vez, foram de revistas especializadas em educação, em especial para a infantil, como Nova Escola e Presença Pedagógica e em sites indicados pelas mesmas obras e também através de conversas com educadores e da própria plataforma do curso.
Portanto, é importante, ainda, dizer que após a estudo do PCN específico da área pode-se estabelecer metas para prosseguir o trabalho e refletir sobre a importância do embasamento teórico do conteúdo a ser ministrado e os objetivos do mesmo.
Pois, a preocupação inicial de como abordar o tema por se tratar de crianças da forma mais natural possível foi resolvida à medida que se compreende as implicações da aprendizagem contextualizada e que a essa se somam ao cumprimento da base curricular formal e informal, ou seja, nos temas transversais como sexualidade, ética e na convivência escolar.
Assim, com o primeiro ciclo já foi estabelecido o segundo, apenas, retrata pontos que darão continuidade ao tema de maneira processual, como descrito a saber:
“Ainda na infância inicia-se a tomada de consciência acerca do esquema geral do corpo. A criança deve ser incentivada a perceber seu corpo, limites e capacidades, externar as sensações de desconforto e prazer, ampliando sua capacidade de se expressar sobre o que sente, percebe e deseja.” p.66
As questões sobre sexualidade, que muito provavelmente surgirão, merecem ser trabalhadas. Assuntos como a construção da identidade sexual, o prazer, a masturbação e demais aspectos são abordados levando-se em conta os componentes biológicos e culturais. É importante que o professor esteja atento e explicite os aspectos culturais envolvidos, buscando evitar preconceitos e responder dúvidas, valorizando os vínculos entre afeto, responsabilidade, sexualidade e autoestima. É também da maior importância que o grau de maturidade psíquica e biológica da classe seja parâmetro no aprofundamento das respostas ou investigações acerca desses assuntos.p.66
Visto que no consolidado desta pesquisa ressalto os pontos importantes e significativos para minha formação, produzi na sequência tópicos que resumem de acordo com o material pesquisado a relevância do trabalho.
Nesse caso, do livro Porque os Homens Fazem Sexo e as Mulheres Fazem Amor? Uma visão científica (bem-humorada) de nossas diferenças são :
[...] homens e mulheres processam a informação de modos distintos. Pensam diferente. Têm crenças, percepções, prioridades e comportamentos diversos. p.7
Até recentemente, acreditava-se que quando uma criança nasce sua mente é uma página em branco, onde os educadores imprimem suas escolhas e preferências. Recentes estudos de biologia mostram, porém, um panorama completamente novo e apontam os hormônios e o cérebro como os principais responsáveis por nossas atitudes, preferências e comportamento. Isso quer dizer que, ainda que criados em uma ilha deserta, sem uma sociedade organizada ou pais que os influenciassem, meninos competiriam física e mentalmente entre eles, formando grupos com uma nítida hierarquia, e meninas trocariam toques e carinhos, se tornariam amigas e brincariam com bonecas. p.8
Já, das leituras as revistas ficaram a melhor maneira de lidar com a criança, por exemplo, da temática sexualidade e de como o profissional deve estar preparado para não reproduzir preconceitos, mas tratar de forma natural o desenvolvimento infantil e isso é, preparar-se para situações ‘normais’ do crescimento da criança e dessa relação de descoberta do corpo, das sensações e das relações afetivas. Assim, segue o roteiro de tópicos de leitura e pesquisa sobre o assunto:
* Educação sexual relações de gênero, respeito ao corpo e à diversidade de valores e culturas (revista Presença Pedagógica Jul./Ago. 2013, N.112);
* Observação e escuta das crianças para construir práticas significativas na educação infantil (revista Presença Pedagógica MAI./JUN. 2013 N°111);*Situações que envolvem a sexualidade exigem jogo de cintura e franqueza.(Nova Escola Maio 2013 N.262)
Agora, os livros didáticos assim como muitos sites ofereceram a oportunidade de um estudo mais pragmático e específico das funções e relações entre o corpo e o meio ambiente e o desenvolvimento do ser humano enquanto espécie, sendo ele importante para embasar a reprodução do discurso enquanto professor, são eles: Sistema Nervoso, Sistema sensorial; Sistema genital; Adolescência e puberdade; Puberdade feminina; Puberdade masculina; Gravidez e parto; Métodos anticoncepcionais; Doenças sexualmente transmissíveis; Hereditariedade e sobre Ambiente: A história da vida na terra; reino dos animais.
É interessante,ainda, ressaltar que o estudo não foi aprofundado, mas foi tomado como referencial para possível fonte para aulas práticas e estudo.
Referências Bibliográficas
NICOLIELO, Bruna. 10 DESAFIOS sobre sexo: aprenda a lidar coma s situações mais delicadas ligadas à sexualidade de crianças e jovens. Revista Nova Escola, São Paulo; ed. Abril, N°262, p.34-39, Maio 2013.
SANTOS, Sandro Vinícius Sales dos. Quando a infância entra na roda de conversa. Presença Pedagógica, Belo Horizonte; ed. Dimensão, V.19/N.111 p.42-48 Maio/Junho 2013. Periódicos.
ANDRADE, Marita. Sexualidade e afetividade na escola. Presença Pedagógica, Belo Horizonte; ed. Dimensão, V.19/N.112 p.48-55 Julho/Agosto 2013. Periódicos.
Referências Eletrônicas
Parâmetros Curriculares Nacionais. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro04.pdf >. Acessado em: 16 de out 2013.
Porque os Homens Fazem Sexo e as Mulheres Fazem Amor? Uma visão científica (bem-humorada) de nossas diferenças. Disponível em: <http://www.antoniosergio.pt/biblioteca/Livro__Por_Que_Os_Homens_Fazem_Sexo_E_As_Mulheres_Fazem_Amor.pdf>. acessado em 18 out. 2013.
Só Ciências (conteúdos de ensino Fundamental). Disponível em: <http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Ciencias/ >. Acessado em: 24 out. 2013.
BRAGA, Jercyane. Disponível em<http://cienciaspipcbc.blogspot.com.br/>. Acessado em: 24 de out. 2013.


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