TESTE SEU PODER DE COMUNICAÇÃO
Aluno:______________________________________________ Turma:_____
1– No que diz respeito ao olhar, qual é a sua atitude?
(A) Não costumo olhar nos olhos das pessoas quando falo com elas. Fico inibido.
(B) Olho às vezes, mas logo disfarço olhando para cima, para os lados ou para baixo.
(C) Olho com firmeza e segurança, sem constranger a outra pessoa.
2 – Sobre seus gestos, como você costuma se comportar?
(A) Seguro minhas mãos, enfio-as nos bolsos, cruzo os braços ou preciso ficar segurando algo.
(B) Solto as mãos, faço alguns gestos e alguns movimentos e sei que os gestos reforçam a expressão corporal.
(C) Faço gestos e sei que eles são adequados ao conteúdo e ao processo da fala, formando um conjunto harmonioso em relação à expressão corporal.
3 – Como você definiria seu estilo?
(A) Sou do meu jeito, minhas roupas e a aparência são diferentes da maioria das pessoas, mas não me importo. Sou espontâneo e sincero.
(B) Sou conservador e preciso me atualizar, cuidar melhor do corpo e da aparência.
(C) Não sigo modismo. Geralmente, causo boa impressão devido ao modo elegante de me vestir, asseio e apresentação pessoal.
4 – Você foi convidado para falar em público. O que normalmente acontece?
(A) Tenho dificuldade para encontrar palavras que expressem meus pensamentos.
(B) Falo razoavelmente, embaraço-me às vezes por sentir .
(C) Falo bem, com propriedade, naturalidade e domino as palavras. Leio muito, tenho um vocabulário rico para expressar minhas ideias.
5 – Seu professor solicitou que você preparasse uma apresentação do seu trabalho. Como a estruturaria?
(A) De modo intuitivo. Como não domino nenhuma técnica e não conheço nenhum método de apresentação, ficaria em dúvida.
(B) Estruturaria a apresentação com começo, meio e fim, subdividindo-a em partes. Mas sinto que ainda sou fraco nisso.
(C) Planejaria adequadamente com auxílio dos recursos audiovisuais, pois sei técnicas para iniciar, desenvolver e encerrar uma apresentação
06 – Como você se comporta nas relações interpessoais?
(A) Por ser de natureza introvertida, normalmente, fico quieto e evito conversar.
(B) Converso, tomo algumas iniciativas, mas só quando necessário. Exponho pouco minhas ideias.
(C) Sou espontâneo, carismático, simpático. Tenho muitos amigos e sou popular.
07– Qual é a velocidade de sua fala?
(A) Depressa ou devagar demais. Quando falo, provoco impaciência ou nervosismo nas pessoas.
(B) Falo em velocidade normal, mas não arrisco variações. Sei que ainda falta algo para gerar mais impacto em minha fala.
(C) Administro bem a velocidade da minha fala. Faço variações, expresso corretamente minhas emoções, propiciando um impacto positivo e despertando a atenção das pessoas.
08 – Como você costuma se comportar em reuniões?
(A) Não falo nada; entro quieto e saio calado.
(B) Participo, mas falo o básico e o necessário.
(C) Sou entusiasta, motivado, falo e estimulo a participação dos outros.
09 – Qual é a sua atitude na comunicação com outras pessoas?
(A) A responsabilidade de entender o que falo é do outro.
(B) Normalmente, consigo me fazer entender, mas sou resistente a mudanças.
(C) Tenho empatia e acredito que a responsabilidade de uma boa comunicação depende da minha habilidade.
10 – Como anda sua autoestima?
(A) Não gosto de mim. Geralmente vejo-me cheio de defeitos e problemas.
(B) Sinto que posso e preciso gostar mais de mim mesmo.
(C) Valorizo-me e por isso sei que sou valorizado.
11– Como você avalia sua comunicação?
(A) Sou como sou, tenho um estilo definido, uma personalidade forte e penso que não preciso aprimorar minha comunicação. Que me aceitem como sou.
(B) Percebo que a comunicação é importante para mostrar ao mundo meu potencial, mas não faço nada a respeito. Acredito que com o tempo desenvolverei naturalmente essa habilidade.
(C) Reconheço que se não me comunico não sou nada, não sou ninguém. Sempre que posso invisto nessa competência, leio livros, assisto a seminários e palestras, faço cursos e me exercito constantemente.
Sugestão de texto
A Arte da Guerra na Comunicação
Adriano José Gonçalves
Outro dia apresentei um trabalho sobre planejamento de comunicação. A pesquisa que fiz me permitiu reconhecer alguns termos que encontrei noutras leituras. A estratégia me chamou a atenção. Enquanto lia sobre as estratégias de planejamento em publicidade, era transportado em pensamento para um livro muito marcante para mim: A Arte da Guerra, de Sun Tzu. O general chinês antecipou muitas táticas que usamos hoje nos mais diversos meios. Ele chamava atenção para a importância do planejamento e da motivação.
Todo planejamento começa com pesquisa. Por isso as agências quando iniciam uma campanha publicitária, levantam dados do produto a ser trabalhado, e dos rivais em potência – Sun Tzu ensinava que “se conhecemos o inimigo (ambiente externo) e a nós mesmos (ambiente interno), não precisamos temer uma centena de combates; se nos conhecemos, mas não ao inimigo, para cada vitória sofreremos uma derrota; se não nos conhecemos nem ao inimigo, perderemos todas as batalhas”. O general dizia ainda que para prever uma guerra, devemos comparar os dois lados, medindo suas forças. Em publicidade, isto acontece quando após pesquisarmos, definimos objetivos a serem trabalhados. Não é a mesma coisa para um novo produto mirar seu foco em aparecer como competidor de uma Coca-Cola ou Bombril, em vez do Kuat ou Assolan. Por quê? Não é a mesma coisa enfrentar um líder de mercado estabelecido, e um concorrente procurando estabelecer-se. Recordemos o caso recente acontecido com Guaraná Antártica (hoje estabelecido com um dos refrigerantes mais consumidos do país, mas que durante muito tempo tentou forçar a imagem de concorrente da Coca-Cola, que lidera com folgas o mercado de refrigerantes). Enfrentar de frente um concorrente de maior força raramente é a melhor opção. Não foi à toa que quando abandonou esta visão o Guaraná Antártica adquiriu maior força e participação no mercado de consumo.
“Os bons generais atuam de acordo com os acontecimentos, em forma racional e realista”, dizia Sun Tzu. “Quando vem uma boa oportunidade, são como tigres, em caso contrário cerram suas portas. Sua ação e sua não ação são questões de estratégia (...)”. O ponto capital da elaboração de um planejamento eficaz é quando se atinge o momento de elaboração da estratégia e da tática que serão tomadas. É neste ponto que o planejamento ganha corpo. E é igualmente aqui que se define o alcance da campanha. Tudo o que será ou não feito, é questão de estratégia. Os bons profissionais de comunicação enxergam as oportunidades e captam o timing, estabelecendo assim estratégias e táticas eficientes. Os publicitários que se destacam no meio, estão sempre “antenados” ao que está acontecendo. Só assim consegue-se aproveitar de verdade o timing, o momento exato de fazer algo que cause impacto imediato. Oportunidades sempre se abrem. O diferencial é enxergar primeiro e chegar antes (é preciso ser voraz como um tigre para que as oportunidades não escapem afinal elas não vão nos chamar pelo nome na porta de casa, nem tocar campainha; é preciso ter olhos treinados para reconhecê-las, velocidade suficiente para alcançá-las e ousadia para arriscar-se, não há bom profissional sem ousadia).
Usando palavras de Sun Tzu, é preciso “ver o sutil e de dar-te conta do oculto”. É preciso estar situado. Estas são algumas lições do grande general chinês, vindas de dois mil e quinhentos anos atrás, e válidas até os dias de hoje. Vivemos em tempos que todos devem tornar-se estrategistas. Ser realista e racional é a diferença de ser ou não um bom profissional, principalmente quando se trata de publicidade.
A estratégia é algo fundamental. Vontade de agir e conquistar objetivos gera energia interior, assim falava o general-filósofo. A arte da guerra é a arte da estratégia. E a arte da estratégia é a arte da comunicação...
(Disponível em 30/09/2013: <http://comunicologospromove.blogspot.com.br/2008/05/arte-da-guerra-na-comunicao.html>)
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