Laís Rios Berno
Valéria Aparecida Dias
Formada em Letras, com especialização em Estudos Literários pela UFJF. Desenhista entusiasta e metida a designer, adora passar o tempo livre lendo, jogando ou vendo algum filme (não necessariamente nessa ordem). Também é grande consumidora de cultura POP, Beatles que o diga. Atualmente atua na Superintendência de Leopoldina como Analista Pedagógico na área de Língua Inglesa.
<http://inglespipcbc.blogspot.com.br/>
“Trazida com os tiros, a escrita corresponde a uma espécie de ruptura que será convertida em nova forma de sentir e dizer. Transformando-se em maneira de presentificar experiências e organizar o real, a palavra vai sendo trabalhada no sentido de preencher o vazio entre o homem e o mundo, agora redimensionado, nessa nova etapa do chamado processo civilizatório. Violenta e irreversível, a quebra se deu; mais tarde, caberia à literatura ali produzida a tarefa de rejuntar pedaços para a composição de uma nova ordem.”
Rita Chaves
“Por fim, segundo os historiadores, malungo era o termo usado pelos cativos para nomear um companheiro durante a desafortunada viagem dos navios negreiros. Essa é uma recordação. Ante os desafios a serem vencidos pelos educadores, educandos e familiares na travessia dos embates sociais, oxalá sejamos malungos contemporâneos. Esse é um desejo sincero.”
Edimilson de Almeida Pereira
Aos familiares, amigos
e às palavras que, por vezes, podem mudar o mundo.
RESUMO
Este projeto visa reafirmar a importância do ensino da Cultura, História e Literatura Africana e Afro-Brasileira nas instituições educacionais brasileiras, uma vez que essa está incluída no currículo das escolas públicas e particulares do Ensino Fundamental e Médio por meio da Lei N° 9394/96 e 10.639.
No entanto, o que interfere para a concretização dessa demanda?
A resposta para esse questionamento confronta a história factual e a ficcional que foram construídas e contadas por meio de um sistema político e social que precisa ser estudo criteriosamente para ser abordado como temática nas salas de aula.
Outro fator a ser dissertado são as relações que ainda são mantidas e veladas por motivações históricas e que legam ao povo afrodescendente uma imagem negativa e passível de ser questionada.
Palavras-chave: Ensino Afro, Aplicabilidade do ensino Afro nas Escolas, Plano de Aula para ensino de Literatura, História e Cultura Afro
SUMÁRIO
Introdução........................................................................................................................
Capítulo 1. A imagem do negro no Brasil e no mundo...................................................
Capítulo 2. Interferência e relevância de ações afirmativas e do Ensino de História, Cultura e Literatura Afro nas escolas..............................................................................
Capítulo 3. Promoção do ensino de Literatura, História e Cultura Afro nas salas de aula como responsabilidade social..................................................................................
3.1. Projeto “Aplicação da Temática Afro-brasileira e Africana na Disciplina de Língua Portuguesa”........................................................................................
Conclusão........................................................................................................................
Referências Bibliográficas..............................................................................................
Referências Eletrônicas...................................................................................................
Anexo 1 | Questionário 1 – Aluno...................................................................................
Anexo 2 | Questionário 2 – Professor..............................................................................
Anexo 3 | Resultados: Questionário 1 – Aluno | 1/2.......................................................
Anexo 4 | Resultados: Questionário 2 – Professor | 1/3..................................................
Anexo 5 | Modelo de plano de Aula 1 | 1/2.....................................................................
Anexo 6 | Modelo de Plano de Aula 2 | 1/2.....................................................................
Anexo 7 | Modelo de Plano de Aula 3 | 1/2.....................................................................
INTRODUÇÃO
No primeiro capítulo, pretendeu-se refletir sobre a questão histórica do negro que saiu do continente africano e a sua adaptação em território nacional, enfatizando tanto as possíveis consequências das relações estabelecidas por esta trajetória, no âmbito escolar, quanto a forma como se constituiu a imagem do afrodescendente brasileiro, baseando-se na “história única” que tem sido contada acerca desse.
Para tal, o presente trabalho se contrapôs à superficial e corriqueira história que vem sendo contada e é tradicionalmente vista como a verdade universal sobre a África, o negro e a própria história brasileira. É interessante mencionar que o Brasil conta a mesma história de escravidão dos negros no período colonial, ensina sobre a guerra civil que consome parte do continente Africano, expõe as más condições às quais a África é condicionada (fome, miséria, doença), discute a questão do negro nos trabalhos ditos “menores” ou defende a versão contra as quotas por se tratarem de “uma nova forma de racismo”. Pretende-se não excluir essa parte da história, mas fazer entender que esta é UMA história, não a única.
No segundo capítulo, buscou-se apresentar provas históricas, com documentação e leis, que embasem a dissertação dos fatos contados. Assim como revelar pensamentos e personalidades que abordam novos olhares à Cultura, História e Literatura Africana e Afro-Brasileira.
Assim, soma-se ao trabalho em seu terceiro capítulo a proposta pedagógica que se fundamentou nas Diretrizes Curriculares Nacionais e na pesquisa de campo realizada nas escolas públicas da cidade de Cataguases, Minas Gerais, entre docentes e discentes da mesma.
Propõe-se ao professor uma “responsabilidade construtiva”, oportunizando aos alunos que conheçam outras histórias, outra literatura (não somente a cânone) e, consequentemente, outra imagem do negro. Proporcionando, dessa forma, o poder de escolha ao aluno, a fim de que a formação de uma identidade possa nortear seu caminho para que ele construa sua própria “narrativa”.
Aqui você encontra a monografia completa <>
Vale,também, conferir a palestra da escritora nigeriana Chimamanda Adichie disponível em
http://www.youtube.com/watch?v=D9Ihs241zeg
No primeiro capítulo, pretendeu-se refletir sobre a questão histórica do negro que saiu do continente africano e a sua adaptação em território nacional, enfatizando tanto as possíveis consequências das relações estabelecidas por esta trajetória, no âmbito escolar, quanto a forma como se constituiu a imagem do afrodescendente brasileiro, baseando-se na “história única” que tem sido contada acerca desse.
Para tal, o presente trabalho se contrapôs à superficial e corriqueira história que vem sendo contada e é tradicionalmente vista como a verdade universal sobre a África, o negro e a própria história brasileira. É interessante mencionar que o Brasil conta a mesma história de escravidão dos negros no período colonial, ensina sobre a guerra civil que consome parte do continente Africano, expõe as más condições às quais a África é condicionada (fome, miséria, doença), discute a questão do negro nos trabalhos ditos “menores” ou defende a versão contra as quotas por se tratarem de “uma nova forma de racismo”. Pretende-se não excluir essa parte da história, mas fazer entender que esta é UMA história, não a única.
No segundo capítulo, buscou-se apresentar provas históricas, com documentação e leis, que embasem a dissertação dos fatos contados. Assim como revelar pensamentos e personalidades que abordam novos olhares à Cultura, História e Literatura Africana e Afro-Brasileira.
Assim, soma-se ao trabalho em seu terceiro capítulo a proposta pedagógica que se fundamentou nas Diretrizes Curriculares Nacionais e na pesquisa de campo realizada nas escolas públicas da cidade de Cataguases, Minas Gerais, entre docentes e discentes da mesma.
Propõe-se ao professor uma “responsabilidade construtiva”, oportunizando aos alunos que conheçam outras histórias, outra literatura (não somente a cânone) e, consequentemente, outra imagem do negro. Proporcionando, dessa forma, o poder de escolha ao aluno, a fim de que a formação de uma identidade possa nortear seu caminho para que ele construa sua própria “narrativa”.
Aqui você encontra a monografia completa <>
Vale,também, conferir a palestra da escritora nigeriana Chimamanda Adichie disponível em
http://www.youtube.com/watch?v=D9Ihs241zeg

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