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Eixo Temático Ser humano e Saúde - “Por que as mulheres são diferentes dos homens?” Parte 3



Pedagogia a distância - UAB IV
Fundamento Teórico Metodológico e Prática de Ensino de Ciências II
Nome: Valéria Aparecida Dias

Tutor: Ana Cristina Atala Alves

Tarefa 3 – Propostas didáticas para o ensino da Temática “Por que as mulheres são diferentes dos homens?”


Ao dar continuidade à pesquisa sobre as propostas didáticas para o ensino da temática “Por que as mulheres são diferentes dos homens?” foi possível chegar a algumas conclusões baseadas na pesquisa de sites; estudo livros didáticos de Ciências; de documentos oficiais e de pesquisa de campo com educadores dos anos iniciais do Ensino Fundamental. 
Então, concluiu-se a partir da junção de todas as experiências que o tema não é pensando para ser trabalhado de maneira específica, mas pelo contrário ele fica a cargo das eventuais situações cotidianas das salas de aula e o fato é declarado pela forma como as professoras e os livros didáticos tratam o assunto, ou seja, ele é pensado como tema transversal o que implica na sua adoção de acordo com a necessidade e o receio de adequá-lo a faixa etária dos alunos por seus professores.
Percebe-se, com isso, a necessidade de trazer à tona a discussão e a reflexão sobre os objetivos de se trabalhar as diferenças entre sexos, pois por mais que se acredite que o tema só é relevante quando surge uma “situação problema” como o desconforto de ensinar a criança a não se masturbar em público ou respeitar o corpo do (a) coleguinha, as relações em sociedade já influenciam a maneira de ser e de viver desse indivíduo em formação.  
Portanto, ao pensar além dos fatores fisiológicos e de desenvolvimento humano que nos definem enquanto espécie precisamos pensar nas particularidades de ser homem e ser mulher no mundo atual. Fato esse pouco explorado nos livros didáticos e, talvez, intencionalmente deixado a cargo da habilidade do professor em enxergar as particularidades de sua turma na abordagem ao tema. 
Assim, a criança já percebe em seu entorno modos de ser coerentes com seu biótipo tanto que nas salas elas se dividem e já manifestam formas de organização e tratamento diferenciadas para tratar sua coleguinha ou seu coleguinha como explicitado pela educadora Rita Ap. Lacerda Nóbrega na Atividade 2: “[...] os meninos são mais gentis com as meninas, tem mais cuidado e pensam antes de ofender e reprovam quando outro menino age de forma bruta com elas...”;.

Logo, partindo dessa prerrogativa como esses mesmos alunos tratam o coleguinha ou coleguinha que não se enquadra nesse modelo? Como essa criança diferente das demais que não gosta das cores que ‘deveria’ ou não se sente a vontade em ser como todos esperam que ela seja se sente? Qual a postura correta desse educador? Deverá ele fingir que não percebe essas diferenças? Deveria trabalhar tendo essa percepção? Ao tratar do assunto o professor (a) não estaria reforçando as diferenças ou deixando de tratá-lo de forma natural? E os pais dos alunos estão prontos para ouvir a escola ou aceitar esse novo discurso?
De encontro a esses questionamentos e sem descobrir práticas didáticas próprias para abordar a temática busquei em situações inusitadas da vivência docente motivos para pensar em como construir aulas que tratem do assunto. E, em meio ao diálogo com a educadora Marisa Soares Barroso Gracioli Moreira aposentada e, ainda, atuante na rede estadual de ensino como analista pedagógico na SRE Leopoldina encontrei ótimo exemplo para justificar a defesa da importância deste trabalho.






A analista, assim, atuava como supervisora quando se viu obrigada a comunicar aos pais de um aluno nos anos finais do ensino fundamental que o mesmo apresentava comportamento ‘diferenciado’ e se apaixonara por seu colega de classe ao qual levava presentes e se tornara motivo de bullying para os outros alunos. 
Após, então, aconselhar os pais a procurar ajuda psicológica para lidar com a situação, os resultados dessa conversa amiga com a mãe do aluno teve uma feliz conclusão e tanto a turma, aluno e pais conseguiram administrar melhor o problema. 
Entretanto, a pedagoga relata que a sua decisão foi corajosa, pois com sua experiência já viu outros desfechos não tão harmoniosos e, normalmente, a escola prefere não se posicionar por ser o assunto delicado e que embora hoje já se mude alguns conceitos as instituições estão longe do ideal para se tratar da situação e por sua vivencia acredita que se o mesmo não fosse velado ou um tabu as crianças poderiam sofre menos na adolescência e na vida adulta quando realmente o seu jeito de ser ganha identidade e conotações, realmente, sexuais.  
Quanto à opinião das outras duas educadoras na pesquisa registrada em questionário (ver anexo) não ofereceram práticas concretas; contudo ilustraram a defesa deste ponto de vista e o amadurecimento sobre a importância e o cuidado de abordar a diferenças entre homens e mulheres na educação infantil.
Já, os livros didáticos e sites encontrados seguem, em anexo, como sugestões  que podem inserir a temática e ajudar na reflexão e na abordagem do educador.


Referências Bibliográficas

GOWDAK, Demétrio.; LAMBOY, Maria Eliza de.; MARTINS, Eduardo. Redescobrir ciências, 4° ano 1° ed. - São Paulo: FDT, 2011.
_________ Redescobrir ciências, 3° ano 1° ed. - São Paulo: FDT, 2011.
MENEGHELLO, Marinez.; PASSOS, Angela. De Olho no Futuro: ciências, 2° ano 1° ed.- São Paulo: Quinteto Editorial,2011. 
_________Redescobrir ciências, 3° ano 1° ed. - São Paulo: FDT, 2011.
MENEGHELLO, Marinez.; PASSOS, Angela. De Olho no Futuro: ciências, 2° ano 1° ed.- São Paulo: Quinteto Editorial,2011. 
________. De Olho no Futuro: ciências, 3° ano 1° ed.- São Paulo: Quinteto Editorial,2011. 
________. De Olho no Futuro: ciências, 4° ano 1° ed.- São Paulo: Quinteto Editorial,2011. 
________. De Olho no Futuro: ciências, 5° ano 1° ed.- São Paulo: Quinteto Editorial, 2011. 


Referências Eletrônicas

Portal do Professor disponível em: <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/index.html>  acessado em 03/12/2013
Secretaria de Educação do Paraná disponível em: < http://www.ciencias.seed.pr.gov.br/> acessado em 04/12/2013
Revista Nova Escola disponível em:  <http://revistaescola.abril.com.br/>acessado em 04/12/2013
Canal do Educador – Brasil Escola disponível em: <http://educador.brasilescola.com/> acessado em: 04/12/2013
Por que o corpo da mulher é diferente do corpo do homem? Disponível em

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